A histeroscopia cirúrgica é um procedimento ginecológico realizado em mulheres que possuem sangramento uterino abundante e cuja causa já foi identificada. Assim, por meio desse procedimento é possível remover pólipos uterinos, miomas submucosos, corrigir alterações da cavidade do útero e remover aderências do útero.
Como se trata de um procedimento cirúrgico, é necessário que seja feita com anestesia, no entanto o tipo de anestesia varia de acordo com a extensão do procedimento a ser realizado. Além disso, é um procedimento simples, que não necessita de muitos preparos e que não possui recuperação complicada.
Apesar de ser um procedimento seguro, a histeroscopia cirúrgica não é indicada para mulheres com câncer do colo do útero, doença inflamatória pélvica ou que estejam grávidas.

Quando é indicada
A histeroscopia cirúrgica é indicada pelo ginecologista quando já foi identificada a causa do sangramento abundante, sendo realizado para:
- Remover miomas submucosos;
- Remover pólipos uterinos;
- Tratar alterações da cavidade uterina, como útero bicorno, unicorno, didelfo e septado;
- Retirar aderências no útero;
- Reduzir a espessura do endométrio;
- Laqueadura das tubas uterinas.
Além disso, a histeroscopia cirúrgica pode ser realizada para retirar o DIU quando este não possui fios visíveis.
Preparação da histeroscopia cirúrgica
Não são necessários muitos preparos para a realização da histeroscopia cirúrgica, sendo recomendado que a mulher fique em jejum devido ao uso da anestesia.
Como é feita
A histeroscopia cirúrgica é feita pelo ginecologista e tem como objetivo tratar as alterações que foram identificadas no útero e, para isso, deve ser feita sob anestesia geral ou raquidiana para que não haja dor.
Nesse procedimento, após a administração da anestesia, o histeroscópio, que é um equipamento fino que contém uma microcâmera acoplada em sua extremidade, é introduzido pelo canal vaginal até o útero para que sejam visualizadas as estruturas. Em seguida, para expandir o útero e permitir a realização do procedimento cirúrgico, é colocado dióxido de carbono em forma de gás ou fluido, com auxílio do histeroscópio, dentro do útero, promovendo a sua expansão.
A partir do momento que o útero adquire tamanho ideal, os equipamentos cirúrgicos também são introduzidos e o médico realiza o procedimento, que dura entre 30 minutos a 1 hora dependendo da extensão da cirurgia. Como não existem cortes para inserir os dispositivos necessários para o procedimento, não é necessário levar pontos.
Como é a recuperação
O pós-operatório da histeroscopia cirúrgica normalmente é simples. Depois da mulher acordar da anestesia, ela fica em observação por cerca de 30 a 60 minutos. Assim que estiver bem acordada e não sentir qualquer desconforto, pode ir para casa. No entanto, em alguns casos pode ser necessário que a mulher fique internada por no máximo 24 horas.
A recuperação da histeroscopia cirúrgica é geralmente imediata. A mulher pode sentir dor, semelhante à cólica menstrual nos primeiros dias e podem ocorrer perdas de sangue pela vagina, que podem prolongar-se por 3 semanas ou até à menstruação seguinte. Caso a mulher sinta febre, calafrios ou o sangramento for muito intenso, é importante voltar ao médico para que seja feita nova avaliação.
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